terça-feira, 3 de maio de 2011

A CONTRATAÇÃO DE ANDRÉ CARRILLO

Factos:

Nome: André Carrillo;
Clube: Alianza Lima (Perú);
Idade: 20 anos;
Altura: 1,80;
Peso 69Kg;

Jogos na 1ª Liga:
5 jogos/ 6 jogos do campeonato
3 vezes titular e 2 totalista;
1 vez substituido e 2 vezes suplente utilizado;
3 golos/ 1 assistência;

Valor de mercado: +/- 500 mil €;

Perú tem escassas participações em campeonatos do Mundo;
Clubes peruanos não têm expressão a nivel de conquistas de competições sul-americanas;

Análise:

Trata-se de um jogador que não vale o 1 M€ por 85% do passe que o Sporting se apresta para pagar a menos que haja dinheiro significativo em caixa para fortalecer o plantel (nunca menos de 40M€) e explico sucintamente porquê:
 
1.   Vem de uma liga menor na América do Sul, pelo que nem sequer tem o ritmo competitivo das maiores ligas dali (Brasil, Argentina, Uruguai). Conclusão: requer tempo de adaptação ao futebol europeu como todos os outros mas sobretudo de um upgrade significativo pois a discrepância entre o futebol europeu, no caso o português, e a Liga do Perú é significativa;
2.   Parece-me ter algum potencial, pois possui jogo aéreo, pé direito mais forte, pareceu-me rápido, robusto, movimenta-se bem na área mas é claramente um 2º avançado que não gosta de jogar nas alas (segundo afirmação do próprio). Não é lider, mas com esta idade e em fase de integração no futebol mais competitivo da Liga do Perú é natural que assim seja. Não é titular absoluto. Pelo que descrevi,  se no Perú não se destaca desde já claramente, sentirá maiores dificuldades quando chegar ao futebol europeu;
3.   Relativamente ao investimento de 1 M€  por 85% do passe, está inflaccionado alegadamente pelo interesse do Groningem e da Atalanta, mas reveste claramente o tipo de negócio made in Duque/Freitas, se olharmos para o histórico destes dois dirigentes; 
4.   Sobretudo, em termos de lógica de politica de mercado o que questiono é o que se pretende com a contratação de um jovem que precisa claramente de uma estrutura forte de enquadramento que o proteja, que lhe permita crescer sem pressão ou cobrança. Ora, o Sporting não tem essa estrutura ao nível de equipa e a contratação de um jogador deste tipo passa uma mensagem clara para os miúdos da formação: rouba-lhes espaço na 1ª equipa e eles provavelmente terão mais qualidade e de certeza mais ritmo competitivo que o André Carrilho porque não se trata de um predestinado, não obstante o potencial que poderá ter (o que não considero claro pois há jogadores dentro da idade dele (20/21 anos) que já estão na selecção "A");
5.   Finalmente, vamos colocar aqui um exemplo em termos de mercado: Será um bom investimento para um Fundo ou para ser rentabilizado? A resposta é clara e simples: Não! Este jogador pertencerá sempre a uma selecção que está fora dos grandes palcos competitivos a nivel mundial e é, sobretudo ao nivel do pedigree, uma selecção de pouca ambição. Tal repercute-se na forma de pensar do jogador que terá sempre horizontes limitados por não estar habituado a momentos como finais ou sequer perspectiva delas e consequentemente, no momento de pressão em que o clube precise dele para "fazer a diferença" o provavel é que não expresse o seu valor, precisamente pela falta de hábito dos grandes momentos. Ao nível do desempenho no clube, perspectivando de forma optimista que o Sporting aumentará os indices competitivos, ele dependerá sempre da experiência de outros ao nivel de grandes palcos para o integrarem e não o inverso e o seu valor dependerá sempre da visibilidade que o clube lhe der e não da que ele obtiver por si (nomeadamente na selecção).  Ora, a este nível um jogador que só se valoriza no clube e não na selecção, tem sempre alguma limitação em termos de valor final para os clubes das ligas maiores. Acresce finalmente que, sendo peruano, tem fracos exemplos de vencedores na Europa sendo o mais conhecido o Pizarro que fracassou quando passou para a liga inglesa (Chelsea) por falta de pedigree e se aguenta no mercado alemão apesar da fraca carreira do Werder Bremen esta época. Outros exemplos são o Guerrero (Hamburgo), Farfan (Shalke) que é o melhor jogador peruano da actualidade mas irregular nas performances e o Vargas (Fiorentina) sendo este talvez o mais competitivo dos jogadores peruanos. Em Portugal temos o Rodriguez e veremos o que ele faz numa equipa mais forte que o Braga, presumivelmente em Alvalade porque o Porto não o quer (eles saberão porquê...). Em suma, nenhum jogador peruano actua na 1ª linha das equipas da Europa e mesmo o Shalke, que se encontra fugazmente na meia-final da Champions, não é campeão alemão há vários anos.

Luis Rasquete

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A REVISÃO DOS ESTATUTOS

Na passada semana, o ex-candidato Bruno de Carvalho anunciou que desistia da acção de impugnação das eleições ocorridas no passado dia 26 de Março, ficando, assim, os resultados das mesmas consolidados na ordem jurídica.

Uma das prioridades dos novos órgãos sociais, até pelo que sucedeu na noite eleitoral, é a revisão dos estatutos, estando agendado para amanhã o primeiro Conselho Leonino.

Devemos ter presente que as eleições terminaram, a lógica das listas candidatas também deve ser ultrapassada para que os órgãos sociais, em conjunto com todos os sócios e organizações que constituem a família leonina possam realizar nesta matéria de revisão estatutária um trabalho sério e que sirva os interesses do Sporting Clube de Portugal para o futuro.

Aproveitando a recente comemoração do dia 25 de Abril, recordo a frase do Dr. José Roquette que um dia disse que o mesmo ainda não tinha chegado ao futebol português.

Eu acrescentaria que o 25 de Abril também ainda não chegou ao Sporting (nem a outros sectores da sociedade portuguesa, mas isso era outra crónica noutro fórum...).

Que uma bem sucedida revisão de estatutos permita que dois dos famosos 3 D’s do 25 de Abril – Democratizar e Desenvolver – cheguem também ao nosso clube.

Rui Morgado

sexta-feira, 25 de março de 2011

SPORTING SEMPRE!

Termina hoje esta campanha e foi um privilégio e um prazer ser candidato aos órgãos sociais do meu clube, deste grande clube, e participar activamente nesta candidatura.

Não queria deixar de saudar todos os restantes candidatos e apoiantes desta lista e, correndo o risco de me esquecer injustamente de alguém, salientar em primeiro lugar o Eng. Vieira Sampaio, espero que futuro Presidente do Conselho Fiscal, que foi quem me trouxe para aqui e apresentou o Bruno.

Em segundo lugar todos os membros do Movimento Sporting Sempre, do qual fui co-fundador, e que tanto fizeram por esta candidatura.

Uma palavra também para o Frederico Carmo, que foi um grande Director de campanha, numa luta desigual, por vezes sem regras, mas que soube ultrapassar as dificuldades, levar o barco a bom porto e fazer o melhor momento da campanha de todas as candidaturas: A apresentação de Van Basten!
Uma palavra ainda para todos os que me acompanharam nas visitas aos núcleos: Inácio, Daniel, João e Miguel Sampaio, Virgílio, Rui Vinhas da Silva, Horácio, João Trindade, Victor Ferreira, Carlos Vieira, Ricardo Aragão Pinto, Natário, Ricardo Pina Cabral, Luis Rasquete, João Fialho, Miguel Lopes, Luís Pereira, Vieira Sampaio, Paulino Coelho e o Miguel Morais.

Por fim, umas palavras para o Bruno: Antes de mais parabéns por ter possibilitado e conduzido esta candidatura. Qualquer que seja o resultado eleitoral já ganhou, já ganhámos todos, porque agitámos um Sporting amorfo e, nas palavras do Rui Vinhas da Silva, devolvemos o sonho, a esperança a todos os sportinguistas.

E isso foi feito com um programa, com ideias, com uma excelente equipa, um projecto para o futebol, uma solução financeira e o apoio e entusiasmo dos sócios por todo o país. Numa campanha pela positiva. Sem ofender, sem insultar, sem difamar ninguém, sem mentir, sem desonestidades intelectuais, nem manipulação grosseira de uma comunicação social que deixa muito a desejar.

Recordo, a este propósito a ida a Coimbra, ao mítico Café Brasil, e de ler alto uma frase em destaque da biografia de Nélson Mandela (será que é credível? …Mandela? África? Isso não é longe? Terei de mostrar a frase?...) que saiu nesse dia com o jornal e que era qq coisa como: “desde cedo aprendi a ganhar sem necessidade de desonrar o meu adversário”.

Mas foi adversários que tivemos? Não resisto a mais uma citação, desta vez de Churchill (terá credibilidade? Disse mesmo isto? Onde é que está o registo?...): uma vez no parlamento com um jovem deputado conservador, que apontou para a bancada trabalhista e lhe perguntou: ”então ali está o nosso inimigo?”, ao que Churchill respondeu “não, ali está o nosso adversário, o nosso inimigo está aqui do nosso lado”.

Foi de facto uma tristeza esta guerra entre irmãos sportinguistas (no meu caso, irmãos mesmo…), isto não é o Sporting como bem salientou o Prof. Daniel Sampaio.

Bruno, amanhã, caso vença como espero, não se esqueça que mais importante do que saber perder é saber ganhar, não lhe peço para perdoar nem esquecer enquanto pessoa, mas como Presidente desta nobre instituição peço, sim, para seguir em frente, afirmando-se como o Presidente de todos os Sportinguistas, porque o que se passou nesta campanha negra é uma brincadeira ao pé da batalha de dia 27 em diante, e se quiser mesmo mudar o Sporting e lutar de igual para igual com os nossos adversários não se pode perder em guerras internas e ajustes de contas.

A todos, cordiais Saudações leoninas

VIVA O SPORTING!

Rui Morgado

terça-feira, 22 de março de 2011

YOU'LL NEVER WALK ALONE

ARTUR AGOSTINHO
25 de Dezembro de 1920 — 22 de Março de 2011

                                        

sexta-feira, 4 de março de 2011

CUIDADO COM OS RAPAZES!

Pedro Baltazar apresentou a sua candidatura para o Conselho Directivo do Sporting. Como candidato a Presidente da Mesa da Assembleia Geral surge Pedro Santana Lopes.

A generalidade dos sportinguistas (senão a totalidade…) criticou, e critica, o abandono de José Eduardo Bettencourt pouco tempo depois de ter sido eleito com 90% dos votos, não esquecendo, porque foi (formalmente…) o primeiro presidente remunerado.

Também a generalidade dos sportinguistas fala no fim de um ciclo, na necessidade de rever os erros de gestão dos últimos anos do chamado projecto Roquette (até os candidatos Godinho Lopes e Dias Ferreira…).

Não deixa, pois, de ser espantoso que uma lista que se reclama como “uma lufada de ar fresco” seja constituída por um ex-administrador da SAD e por o primeiro presidente do clube da era Roquette.

À semelhança de Bettencourt, também Santana Lopes abandonou o clube, depois de uma gestão absolutamente desastrosa do ponto de vista desportivo e financeiro, por causa de um remoto congresso do seu partido.

Todos dizem “o Sporting é o nosso grande amor” mas, sem por em causa o sportinguismo de Santana Lopes, a sua cor preferida não é o verde mas o laranja…

Da sua passagem pelo clube não ficou grata memória, e da sua passagem por cargos governativos e pela Câmara Municipal de Lisboa recordamos mais as facilidades e apoios financeiros concedidos ao clube do outro lado da segunda circular para construir o seu estádio…Em contraponto com os 18 milhões que o mesmo município ainda não pagou ao Sporting e o estado em que estão os arruamentos contíguos ao Estádio José Alvalade, que mais parecem o Iraque…

De facto, quando surgiu o projecto Roquette, o programa, as pessoas, parecia uma lufada de ar fresco no bafiento futebol português.

No seu primeiro discurso como presidente do clube, Santana Lopes, já ao seu melhor estilo de menino-guerreiro, garantiu: ”Acabou-se a brincadeira!”.

Aos ouvidos dos sportinguistas parecia música celestial.

Afinal, a música foi mais do género dos famosos concertos para violino de Chopin, 25 anos depois, a “brincadeira”, infelizmente, está muito longe de acabar e os rapazes com quem era preciso ter cuidado ainda andam por aí…

MSS

OS ÚLTIMOS 28 ANOS

Godinho Lopes apresentou-se na passada 2ª feira como candidato a presidente do Sporting.

São de reter 2 afirmações: a de que fez parte dos últimos 28 anos do Sporting e a de que tem um projecto capaz de agradar à banca…

Começando pela primeira, de facto, ao fim de 28 anos o clube está na sua pior situação financeira de sempre (passivo de cerca de 300 milhões de euros), o estádio (cuja autoria reclama ) , revela os seus erros de concepção, como o fosso, a relva, a sua dimensão desadequada à realidade (entre outros aspectos que serão alvo de uma crónica própria), o ecletismo sobrevive no limbo sem um pavilhão, o número de sócios pagantes é o mais baixo de que há memória, a equipa de futebol – a trave mestra do clube – vive a sua maior crise de sempre, tendo ganho 2 títulos nacionais nestes precisos 28 anos, e, por fim, a desmotivação e desmobilização dos sócios e adeptos é total!

Quanto à segunda questão, julgava-se que a candidatura se apresentava a quem vai votar - os sócios - mas pelos vistos devem ser os bancos…

Só que pode haver alternativas ao fatalismo destes 2 bancos em que os membros dos órgãos sociais do clube se confundem com os membros dos órgãos sociais dos bancos, seja em pessoa, seja noutro tipo de relações…

Basta os candidatos negociarem com outros bancos. É o que as pessoas e as empresas fazem quando um banco não lhes dá as melhores condições, mudam de banco!

Como disse o Dr. Eduardo Barroso, e muito bem, na passada 2ª feira na TVI, não podemos ceder à chantagem eternamente repetida na comunicação social, de forma pouco clara e manipuladora, de que há uns eleitos que são os únicos que merecem credibilidade junto da banca e podem negociar (mais uma vez ...)  a dívida. E que não há alternativa ao rol de notáveis, sujo único programa se resume na sua pública aparição.

Há, de facto, alternativas, várias candidaturas que se perfilam em alternativa à sucessão dinástica destes últimos anos.

 É o que as pessoas e as empresas fazem quando um banco não lhes dá as melhores condições, mudam de banco!

Quem quiser prosseguir nesta senda, sabe bem o que fazer, vote Godinho Lopes e em todos os que estão na sua lista e estiveram ou ainda estão ao comando do clube. Os resultados dos últimos 28 anos estão à vista e falam por si.

No mesmo programa da TVI, Manuel Serrão disse, com alguma ingenuidade e humor, que se pudesse votava em Godinho Lopes, pois era o melhor para o Porto. Acrescentou que se em vez de Pinto da Costa tivesse lá os senhores da lista de Godinho Lopes, o clube estaria por certo falido…

Já Fernando Seara, com menos ingenuidade e muito menos humor, jogou a sua cartada, a qual prosseguirá naquele programa até ao acto eleitoral. Mas da sua cartada só saem Duques. Nem ternos, nem quadras, nem quinas. Só Duques e senas maradas.

SPORTING SEMPRE!
MSS

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

OS SÓCIOS / NÚCLEOS / ADEPTOS

Objectivos:

1) Dobrar o número de Sócios Pagantes num horizonte a 4 anos

2) Tornar os Núcleos Ferramentas Activas de Divulgação do Clube

3) Retomar a proximidade diária entre os Sócios e o Clube

4) Sporting Clube de Valores e da Família

Acções:

i) O estádio deve ser um local vivo de contacto dos sportinguistas, como era o antigo. Falta uma sala para sócios. É ver os sócios mais idosos que deambulam pelo Alvaláxia sem sequer um sítio para se sentarem. É urgente a criação da Sala de Sócios (espaço amplo e vivo). É urgente pensar noutras soluções para tornar o estádio num local vivo de contacto dos Sportinguistas 7 dias por semana. É urgente a construção do pavilhão de modo a alargar a esfera de contacto sportinguista e a zona “Estádio”.

ii) A equipa deve fazer alguns treinos no estádio com portas abertas aos sócios. Os jovens devem fazer alguns jogos no estádio.

iii) Tem de haver uma forte aposta em promoções comerciais que tornem o cartão de sócio muito atractivo (marcas apelativas e descontos que tenham impacto). Divulgação desses descontos tem de ser agressiva.

iv) Criar o Cartão Sócio Familia, dando descontos a partir do segundo membro do agregado familiar que o integre (descontos progressivos de acordo com o numero de sócios que integrem o pacote).

v) Criar site especifico para os sócios com conteúdos desportivos e culturais Sporting e um espaço de colocação de todas as noticias importantes do Clube. Criar espaço de discussão nesse site. Tornar obrigatória a colocação nesse espaço de todas as actas das reuniões da Direcção e Conselho Leonino, excluindo as de carácter confidencial. Tornar obrigatória a colocação nesses espaço de todos os documentos de suporte a AG com pelo menos 2 semanas de antecedência. Publicar todos os resultados de votações, com detalhes (numero de votantes, numero de votos, detalhes para cada caso).

vi) Descontos na Loja do Sporting de pelo menos 20% para Sócios. Criar delegações das lojas nos Núcleos que manifestem interesse em tal, permitindo encomendas no Núcleo e entregas no Núcleo.

vii) Obrigatoriedade de o Conselho Leonino reunir periodicamente e publicar actas das reuniões no site “Sócios Sporting”

viii) Forte aposta nos núcleos e escolas, com iniciativas de jogadores a deslocarem-se às escolas, oferecer visitas guiadas ao estádio e academia, e, acima de tudo, uma política de bilheteira que proporcione maiores assistências no estádio (campanhas de ofertas de bilhetes a estudantes, a sócios até aos 18 anos, a Famílias, por ex.).

ix) Os Núcleos deviam poder fomentar - e ser apoiados para isso - filiais para as amadoras nos locais onde estão no país (terem apoio técnico, material oferecido) principalmente nas camadas jovens. Isso permitiria por muitos miúdos e vestir e a sentir a camisola em competição e ter a imagem do SPORTING o mais disseminada possível pelo país.

x) Os núcleos devem poder vender bilhetes para os jogos, a preços simbólicos no caso dos núcleos a mais de 50 kms de Lisboa;

xi) Instituir o voto electrónico por forma a que os sócios possam votar nos núcleos espalhados pelo país;

xii) Colocar todas as claques no mesmo sector do estádio.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O CLUBE ECLÉTICO / PROJECTO OLÍMPICO

  •  Definição de uma política eficaz de comunicação interna e externa - O Sporting deve manter o bom marketing de início das épocas e manter relação estreita com os actuais patrocinadores, mantendo canais abertos com outras marcas para potenciar os seus resultados. Deve ter uma política de comunicação profissional que privilegie a marca Sporting e não apenas a assessoria de imprensa que tenta resolver os problemas diariamente.
  • Na área das modalidades ditas amadoras, base do apoio social do Clube, manter o ecletismo, seja através de uma política activa de patrocínios, seja, principalmente, pela construção de um pavilhão. 
  • Potenciar o uso da Academia também para outros desportos de alto rendimento, não só para o futebol. 
  • Incentivo à prática desportiva pelos sócios, seja nas modalidades existentes, seja apostando em novas modalidades de crescente popularidade como por exemplo o surf e BTT. 
  • Aposta forte no projecto olímpico e nos atletas que o clube terá em Londres. O Sporting Clube de Portugal arrisca-se a ser o clube mais representado nesta competição olímpica. Como tem sido em todo o seu historial. Naide Gomes, Francis Obikwelu, no atletismo, João Silva, Triatlo e João Pina, Judo, são um claro exemplo de atletas com condições para lutar por medalhas.
  •  O clube deve promover os seus atletas e o ideal olímpico do Sporting Clube de Portugal, angariar contratos publicitários para ajudar esses mesmos atletas que são a face mais visível do nosso ecletismo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

FUTRE E FIGO

Os jornais de hoje asseguram que candidato Dias Ferreira terá Paulo Futre como Director do Futebol e o apoio de Luís Figo.

Começando pelo primeiro, Dias Ferreira afirma que "Paulo Futre é um dos emblemas do Sporting e um dos grandes emblemas da nossa formação”.

Lê-se e relê-se e nem queremos acreditar…

Será o mesmo Paulo Futre que com 18 anos rumou ao Porto? O mesmo Paulo Futre que mal jogou na equipa sénior, onde nunca ganhou nada? O mesmo Paulo Futre que no final de uma carreira (muito fraca em títulos) no estrangeiro chegou um dia à Portela para assinar pelo Sporting afirmando que tinha saído pelo dinheiro mas voltava pelo coração? E que no dia seguinte assinou de alma e coração pelo Benfica ?...

Quanto a Luís Figo, é por certo o mesmo Luís Figo que um dia, ainda júnior assinou pelo Benfica? E que de seguida assinou sem pestanejar por Parma e Juventus, ficando mesmo proibido de jogar em Itália. Para a seguir assinar pelo Barcelona, sem antes ter renovado o seu contrato com o Sporting (a conselho desse empresário de nome José Veiga…). O Sporting acabou por receber uma miserável verba de indemnização pela formação. Nesse mesmo ano, Fernando Couto, na mesma situação, renovou pelo Porto antes de sair, dando a ganhar muito dinheiro ao seu clube. O mesmo fez Sérgio Conceição no ano seguinte…

Seguiu-se uma carreira brilhante no Barcelona, onde era um ídolo, quase um Deus, mas a mesma foi  interrompida pela vontade de assinar pelo Real Madrid a troco de mais umas pesetas.

No final da carreira, Luís Figo, apesar de diversos apelos nesse sentido, sempre recusou terminar a mesma no Sporting. Foi, aliás elucidativa a forma como festejou os golos do Inter contra o Sporting. Não se lhe exigiria o recato de Ronaldo no Manchester, nem sequer as lágrimas de Rui Costa quando marcou contra o seu Benfica, mas aquele entusiasmo caiu muito mal em muitos Sportinguistas.

Recordamos, por fim, a ausência de Luís Figo no jogo de homenagem a um grande Sportinguista, Iordanov, tendo mandado uma carta que foi lida debaixo de um coro de assobios.

Luís Figo não é bem-vindo em Alvalade! Mesmo que traga consigo um fundo de milhões, patrocinado pelo BPN…

Estes exemplos já mostraram no passado que, para eles,  há outros interesses pessoais acima dos interesses do Sporting.  Está na hora de vermos o Sporting ser liderado por verdadeiros Sportinguistas que tenham como principal objectivo servirem o clube.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A GESTÃO DESPORTIVA

Abordámos a questão financeira, a qual condiciona tudo o mais, mas se a vertente desportiva falhar, não haverá receitas para pagar a dívida.
Alguns dos maiores clubes do mundo ao nível de receitas desportivas (Real Madrid, Manchester, Barcelona), são também os que têm maior passivo. Sobrevivem devido às referidas receitas.
O Sporting sem receitas, sem sócios e sem alma não sobreviverá.
O core business do clube é o desporto, em particular o futebol, é disso que temos de nos ocupar.

A Gestão Desportiva

i)             Futebol como alicerce do SPORTING - premência da criação de uma estrutura profissional para direcção desportiva do Clube, com projecto curto prazo, anual, e programas plurianuais, com uma duração média de ciclo trienal.  
ii)            Na política desportiva o investimento em jogadores deverá sempre estar condicionado pelo política orçamental. Deverá apostar-se essencialmente na formação e contratação de Homens, antes de Jogadores, dispondo para tal o scouting de uma estrutura profissional que inclua, entre outros, analistas de personalidades. As prioridades deverão ser:
1º Formação;
2º Contratação de jogadores de qualidade, experientes, que sejam efectivos reforços, seja no mercado nacional, seja no internacional, de preferência em fim de contrato;
3º Contratação de jogadores jovens (sub-23) nacionais e do mercado internacional, numa política clara de terminar a formação e promover ganhos financeiros com as respectivas transferências, sempre para o mercado internacional;
4º Jogadores emprestados apenas em casos pontuais e desde que se tenha direito de opção no final do empréstimo.
iii)           Essencial será a aposta num treinador conceituado corresponda ao perfil do projecto, que acrescente valor ao plantel e que consiga valorizar os jogadores. A equipa como um todo deverá ser mais do que a soma do valor dos jogadores.
iv)           Melhor compromisso entre o SPORTING clube formador e o SPORTING clube candidato à vitória em todas as provas que participa - Deve ser definida uma política de progressão de carreiras na formação, que valorize os activos da academia, sua inserção no plantel profissional, numa equipa “B” (preferencial) ou em clubes com acordos preferenciais onde possam “rodar” e evoluir de forma acompanhada, sempre próximos da base e devidamente acompanhados.
v)            As relações do SPORTING com o mercado – Deve ser definida uma política de contratações e dispensas de jogadores obedecendo ao projecto; obrigatoriedade de não criar dependência relativamente a nenhum empresário; Definição de uma estrutura de observadores, ao nível internacional, suportada em grande parte nos ex-jogadores do Sporting, devidamente formados e preparados, que certamente ficaram com uma ligação emocional ao clube e que estando espalhados pelo mundo poderiam ser uma mais valia na detecção precoce de craques.
vi)           Criar uma verdadeira política de comunicação do clube, e não permitir que toda a gente opine sobre todos os assuntos, com várias vozes a falarem e nem sempre no mesmo sentido, exposição e dramatização de casos na praça pública.

vii)         Fechar a equipa e o projecto a 3ºs que com maior ou menor mediatismo se congratulam publicamente de chegar junto do grupo e transmitir-lhe conselhos e recados;

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A QUESTÃO FINANCEIRA

Nos últimos anos o clube tem andado de reestruturação financeira em reestruturação financeira, sucedem-se as renegociações, as operações financeiras, mas os números que retratam a actividade são elucidativos:

Área financeira – Sporting Clube de Portugal


Nos últimos 3 anos o Resultado Operacional do SCP, apesar de positivo não tem sido suficiente para compensar os elevados custos financeiros:


Área financeira – Sporting SAD


Com excepção para o ano de 2008, a Sporting SAD apresenta resultados operacionais negativos antes dos resultados com venda de jogadores, dos resultados financeiros e impostos.


Os resultados dos últimos dois anos reflectem o impacto dos investimentos na equipa de futebol e a redução das receitas.


De 2007 a 2010 o Passivo da Sporting SAD cresceu cerca de 45 Milhões de euros


Área financeira - Conclusão

Obrigatório impor na gestão do Grupo Sporting: 
  • Orçamento de actividade de acordo com as receitas estimadas;
  • Rigor no controlo dos custos e na execução orçamental;
  • Obtenção de Resultados Líquidos positivos de forma a iniciar-se o processo de aumento dos Capitais Próprios; 
  • Implementação de Mecanismos/Procedimentos que imponham o cumprimento das orientações acima definidas;
  • Forte exigência no retorno dos investimentos a realizar de forma a impedir que os nossos recursos não se tornem em rendimentos de terceiros:
 - Sporting como fonte de rendimento de terceiros - Rivais


 - Sporting como fonte de rendimento de terceiros - Clubes Europeus
 - Sporting como fonte de rendimento de terceiros - Contratações Falhadas



 - Sporting como fonte de rendimento de terceiros - Agentes
  • Jorge Mendes foi eleito no Dubai, o Melhor Agente do ano, na atribuição dos "Globe Soccer Awards 2010";
  • Transferiu Hugo Viana para o Newcastle, Cristiano Ronaldo e Nani para o Manchester United;
  • Em 2009, o empresário ganhou 4 Milhões de Libras com a transferência de Ronaldo para o Real Madrid, jogador que representa desde os tempos de formação no SCP.
     
 - Sporting como fonte de rendimento de terceiros - Empresários

Na revista “As 1000 maiores – Análise e listagem das maiores empresas portuguesas – Edição de 2010”, integrante do jornal Expresso, constata-se:
  • No ranking elaborado com base no Volume de negócios de 2009 a Olivedesportos aparece em 415º lugar. A Olivedesportos apresenta 68,2 Milhões de Euros de Volume de negócios e um Resultado Líquido de 48,0 Milhões de euros (!);
  • É a 3ª maior empresa portuguesa no indicador Rentabilidade dos Capitais Próprios, com 517%;
  • É a 5ª maior empresa portuguesa no indicador Rentabilidade das Vendas, com 70%;




sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O NOSSO CONTRIBUTO

O Movimento Sporting Sempre surgiu no passado dia 18 de Janeiro.
O momento do clube é decisivo e impõe-se a ruptura com o passado recente que ameaça perpetuar-se.
Desde então temos crescido, em número de elementos, na blogosfera, nas redes sociais e apoios diversos por parte da família leonina.
Mais do que um movimento eleitoral, somos um grupo de Sportinguistas que pretende dar o seu contributo de forma desinteressada ao clube, mesmo após as eleições.
Ao contrário do que vem sendo constantemente repetido nos jornais, o Sporting não precisa de ninguém “que tenha boas relações com a banca” e precisa menos ainda de “alguém que a banca aprove”.
A responsabilidade pela actual situação é de todos: dos dirigentes que ao longo dos últimos 15 anos têm (des)governado o Sporting, dos sócios que se neles votaram ou que se foram conformando, e também dos sócios que se afastaram, deixaram de pagar as quotas, comprar bilhetes, acompanhar a vida do seu clube.
Porque achamos que o Sporting é demasiado grande para se deixar arrastar para esta situação em que se encontra, por que acreditamos que na sua massa associativa, atletas e adeptos está a sua maior riqueza e potencial, porque citando o ex-Presidente e reconhecido sportinguista – Dr. Jorge Sampaio - “há vida para além do orçamento”, começamos com as linhas orientadoras das nossas ideias, as quais serão desenvolvidas numa base diária no blogue e no Facebook.
Trata-se de um documento em permanente evolução, aberto a sugestões de todos os que se identifiquem com o nosso projecto
Porque “o Sporting é o nosso grande amor!”.

Sumário das linhas orientadoras do Movimento Sporting Sempre:

ÁREA FINANCEIRA

- Auditoria às contas do Grupo Sporting;
- Rigor no controlo de custos e na execução orçamental - Orçamento elaborado em função das receitas estimadas;
- Obtenção de Resultados Líquidos positivos de forma a iniciar-se o processo de aumento dos Capitais Próprios;
- Forte exigência no retorno dos investimentos a realizar de forma a impedir que os nossos recursos não se tornem em rendimentos de terceiros.

GESTÃO DESPORTIVA

- Aposta numa estrutura profissional para gestão desportiva do Futebol, com um director desportivo experiente, com conhecimentos profundos ao nível do mercado de jogadores nacional e internacional;
- Contratar um treinador conceituado que acrescente valor ao plantel, que valorize os jogadores e com elevadas competências ao nível da motivação e liderança;
- Assegurar uma política de progressão de carreiras na formação, que valorize os activos da Academia  e a sua integração na equipa sénior.

CLUBE

- Definição de uma política eficaz de comunicação interna e externa;
- Manter a aposta no ecletismo e construção de um pavilhão;
- Aposta forte no projecto olímpico como forma de projecção do Sporting a nível internacional.

SÓCIOS

- Forte aposta nos núcleos e escolas como forma de trazer mais assistências ao estádio e de aproximar o clube dos seus sócios e adeptos;
- Apostar no estádio e zona circundante como local de congregação leonina, como por exemplo, sala para sócios;
- Trazer para o estádio mais treinos da equipa profissional e mais jogos dos escalões de formação.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O PRIMEIRO DIA DO RESTO DA VIDA DO CLUBE: AS ELEIÇÕES

As eleições são todas elas importantes. Legitimar o poder instalado ou mudar drasticamente de rumo reforça a importância de todos os actos eleitorais em si. Dia 26 de Março, o grau atingirá, seguramente, o ponto mais alto da escala. Nunca umas eleições foram tão urgentes e necessárias. A herança é pesada. Dramática. Muito mais do que se pensava. Urge aparecer alguém, não para 18 meses, nem para um só mandato. É necessário pulso forte e estabilidade. E coragem para se apresentar às urnas e agarrar no Sporting Clube de Portugal. Continuidade versus sangue novo é o que está em causa.   
Até à data, nesta “pré-época” surgiram dois candidatos que se apresentaram publicamente, um outro que ainda reúne o seu staff e outro que ainda diz estar a pensar. Um, curiosamente o primeiro que se deu a conhecer, já saiu de cena antes de arrancar mesmo. Vamos ver os outros.
Começámos por ver e ouvir José Braz da Silva. Falou, prendou a atenção dos media e dos sócios adeptos, acenou com capitais angolanos que entrariam em Alvalade por via da criação de um Fundo de Investimento no valor de 50 milhões de euros pronto a ser injectado nos cofres leoninos para a construção de uma equipa de futebol. Foi com esta bandeira que José Braz da Silva se apresentou como candidato à presidência do SCP e aterrou de pára-quedas no mundo muito peculiar do futebol português.  
Com discurso sedutor, entre aparições seleccionadas nos media, algumas delas revelando pouco conhecimento da realidade leonina e portuguesa, disse que o fundo que apelidaria de FIFA (Fundo de Investimento Fechado Ambição) não era “nem preto, nem branco, era capital sportinguista” e estaria aberto a todos os sócios que decidissem investir. Angolano, incluído. Só não explicou foi qual o valor exacto: 20, 50 ou 100 milhões de euros.
As palavras até prometiam cair bem numa massa adepta ávida de um urgente abanão e que tem vindo a questionar o status quo instalado desde o reinado Roquette. Era um discurso que quem vai ao futebol gosta de ouvir: comprar, comprar e comprar. Investir, e muito, no futebol. Soava a mel. Não ninguém o provou. Nem viu.
Na hora da despedida não resistiu ao normal desfilar de grandes nomes do futebol mundial, de treinadores a jogadores, todos eles com contrato já assinado em caso de vitória. Os desmentidos seriam sempre o lado B deste disco.
Com populismos e sound-bytes programados, este grito Suão dado por um ilustre desconhecido no universo leonino, sem melhor explicação de quais eram os verdadeiros objectivos e ideias que defendia, teve o seu quê sonho quixoteano misturado com uma (perigosa) tendência sebastianista.
Desistiu. Acusou interesses instalados e diz ter sido vítima de um “homicídio público” por sms, sofrendo acusações anónimas que atentaram contra o seu bom nome. Saiu pela porta (grande) do Ritz.

Bruno Carvalho foi o senhor que se seguiu. Em conferência de imprensa apresentou-se “sem complexos”, o slogan que escolheu para a campanha. Jovem empresário (39 anos) puxou dos galões a sua infância passada na Juventude Leonina e Torcida Verde. Falou de eclectismo e de maior potência desportiva nacional, prometeu a construção de um pavilhão, temas que tocam o coração de qualquer Leão, e acenou, também ele, com um Fundo de Investimento – Sporting Champions - para reforçar o futebol. Este, diverso na essência, é idêntico no valor (pelo menos num que foi adiantado) em relação ao primeiro candidato que se perfilhou: 50 milhões de euros. E é fechado a sócios e adeptos. Para breve, prometeu a apresentação dos investidores, sentados a seu lado.
Presidente da Fundação Aragão Pinto, Bruno Carvalho, desfilou 93 medidas que deseja aplicar no clube. Em relação ao futebol bebeu inspiração do modelo apresentado recentemente por José Eduardo. Criação da equipa B e redução do plantel para 20 jogadores. E promete dar ao futebol a grandeza de outrora.
A seguir com atenção os próximos passos.
Godinho Lopes. Vice-presidente de Dias da Cunha tem sido falado como candidato. A sua apresentação formal de candidatura tem sido, até à data, intermitente e adiada. Antes de se apresentar, desfilam nomes de apoiantes à sua lista. Luís Duque, Rogério Alves, Paulo Pereira Cristóvão, Carlos Barbosa e Nobre Guedes, o “pai” da reestruturação financeira, que transitará da demissionária direcção.
O candidato da continuidade é um fantasma que carregará até dia 26 de Março. E a alma leonina não parece estar muito inclinada para o mais do mesmo.
Demasiado discreto, dá a entender que também ele irá investir forte no futebol. O que a ser verdade é já o primeiro sinal que quer quebrar com a linha de pensamento dos seus antecessores, demasiado agarrados à reestruturação financeira, esquecendo-se do plano desportivo. 
Por fim, Dias Ferreira, o eterno candidato a candidato, volta a colocar-se na fila da frente da exposição mediática. Diz estar a pensar. Diz estar preocupado. Diz que poderá ser candidato. Dia 14 de Fevereiro, quando cessar as suas funções de presidente da Assembleia - Geral, logo se saberá.
Na anterior eleição desistiu. A ver nesta.   
MSS

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

COSTINHA E LIEDSON

Costinha tem razão no que diz.

Costinha transmite o sentir da maioria (unanimidade?) dos Sportinguistas.

O problema de Costinha é o de quem acerta o euromilhões ao sábado, não serve de nada…

Costinha devia ter dito o que diz agora antes de Liedson ter saído. E, a verificar-se a saída, demitir-se depois.

Sempre evitava mais uma vergonha para a Direcção - que não o demite agora (vá lá saber-se porquê), para o clube – que deixa mais uma vez passar a imagem (verdadeira) de que cada um diz o que quer, que não se fala a uma só voz e que ninguém se entende na estrutura existente (EXISTE UMA ESTRUTURA?), por fim, para ele próprio, para que serve um director desportivo que deixa que estas situações ocorram? Porque fala tanto e faz tão pouco? Já alguém ouviu uma entrevista ao director desportivo do Porto? Pois…parece que o senhor está mais preocupado em descobrir jogadores como Hulk ou Falcão, ou receber de mão beijada jogadores como Moutinho…

A exibição e as palavras de Liedson ficarão na memória de todos os sportinguistas como o ponto mais alto, em termos emotivos, da época 2010/2011, e isso diz tudo sobre a actual situação.

O resto, é o espectáculo degradante a que assistimos…Até quando?

MSS

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

JANEIRO SEM VALOR ACRESCENTADO


No Mercado de Inverno, o Sporting não passou de uma frouxa ida a um supermercado de bairro. Grego no caso. Comprou (Cristiano) não a preço de saldo, mas a custo zero. Mesmo como algumas lojas de distribuição a aclamarem que ali no IVA não entra, em Alvalade o Valor Acrescentado parece também não entrar. Ou antes. Quem acrescenta valor tem guia de marchar para resolver noutras paragens.  
Liedson. Sete anos com leão ao peito, duas taças de Portugal, duas SuperTaças e eleito, por duas vezes, o melhor goleador no campeonato nacional. Em resumo, 313 jogos, 170 golos. Tudo somado dá, para o vazio directivo do Sporting, pouco mais de 2 M€. Uma saída pela porta da CMVM e não pela 10-A, onde deveria sair debaixo de aplausos e “obrigado.” E do supervisor ainda veio a notícia: após a consumação do negócio, as acções da Sporting SAD desvalorizaram 4,1%. 
Com a SAD em exercício de funções até 14 de Fevereiro (está mesmo?), a expectativa do último dia para reforçar o plantel cresceu com os nomes de Kléber e Djalma, jogadores do Marítimo. Mais uma vez, a montanha pariu um rato. E, em breve, iremos saber quem ficará com as duas jovens promessas ao colo. Helton, Paulo Assunção, Ruben Micael e muitos outros também foram apontados a Alvalade. Mas acabaram todos por rumar a Norte. 
Mesmo demissionária, a administração da SAD deveria dar a cara e explicar estes últimos negócios. Não o fez. A palavra veio pela boca do director-geral. Porque não há mais ninguém num clube sem rumo ou visão à vista.
No mercado interno, o poder de compra e de persuasão é nulo. No externo, os erros de casting acumulam-se. Resta-nos, por enquanto, a formação.  E é ai que aposta deverá incidir. Um alerta dado aos candidatos, pseudo-candidatos e à dinastia que se perfilha. Quem defender o contrário, continuará a seguir a lenta agonia da humilhação a que temos assistido. Porque a Lei do Mercado dita que o Sporting vá ao Supermercado comprar produto sem Valor Acrescentado.
MSS

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O PROJECTO OLÍMPICO DO SPORTING: PORQUE NÃO SOMOS SÓ UM CLUBE DE FUTEBOL


O futebol é a grande essência financeira e mediática do Sporting Clube de Portugal. Não tenhamos dúvidas. Mas somos igualmente a maior força desportiva nacional. Dúvidas aqui também não deverão existir. Porque somos. E a nível mundial, falando de títulos alcançados na soma de todas as modalidades praticadas, só mesmo o Barcelona está à nossa frente.
A exposição mediática e o retorno financeiro das diversas modalidades praticadas no universo leonino, no entanto, não chegam nem de perto, nem de longe às que tem origem na bola redonda. É normal. Gostamos essencialmente de futebol. Seja nos estádios, no sofá ou nos cafés. E por isso, é através deste canal que são injectados os milhões de euros – de patrocinadores e dos direitos de transmissão televisiva - necessários a esta estrutura desportiva. 
As receitas deste desporto planetário canalizam verbas para o ecletismo leonino que tanto nos orgulha. Trocado por outras palavras, o sucesso ou insucesso dos 25 jogadores de um plantel profissional decidem, em última instância, a sorte de centenas e centenas de atletas e treinadores que, ora recebendo ordenado ou bolsas olímpicas, acumulando com outras profissões, e, outros ainda estudantes, vestem a camisola do Sporting Clube de Portugal nas mais diversas modalidades. Uns por puro prazer, outros por amor, e outros, sejamos honestos, porque recebem.
Os Jogos Olímpicos Londres 2012 são já ao virar da próxima página. O Sporting Clube de Portugal arrisca-se a ser o clube mais representado nesta competição olímpica. Como tem sido em todo o seu historial. Naide Gomes, Francis Obikwelu, no atletismo, João Silva, Triatlo e João Pina, Judo, são um claro exemplo de atletas com condições para lutar por medalhas.
Esses atletas vivem, naturalmente, da sponsorização e/ou das verbas do projecto olímpico, uma bolsa de apoio à preparação, tendo como objectivo uma representação de excelência nas olimpíadas. Falando somente sobre os patrocinadores, é sabido que gostam de ver quem apoiam aparecer nos media. É daí, em grande parte, que advém o retorno do investimento feito (ROI).
As perguntas que têm de ser feitas são: O que fez até à data o clube pela “promoção” dos seus atletas e do ideal olímpico do Sporting Clube de Portugal? Que contratos publicitários foram angariados e celebrados para ajudar esses mesmos atletas? Que estratégia foi ou está a ser pensada para “promover” os nossos atletas, que embora estejam a representar o nosso país, são a face mais visível do nosso ecletismo?
E só de pensar que um Simana Pongolle (que custou 6 milhões de euros) pagaria, no mínimo, 6 projectos olímpicos.
 MSS

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

DECLARAÇÕES INFELIZES

A poucas horas de um difícil jogo contra o Marítimo, Paulo Sérgio vem dizer que a crise afecta o balneário.

A mensagem para fora e, principalmente para dentro, deveria ser que o Sporting tem uma estrutura profissional a funcionar e a equipa de futebol é composta por profissionais experientes, pelo que estão todos concentrados nos jogos e não se vão deixar afectar pela demissão dos órgãos sociais.

Mais uma vez o profissionalismo que devia nortear o departamento de futebol e uma política de comunicação eficaz, interna e externa, em prol da equipa e do clube, parecem estar ausentes, o que não deixa de ser lamentável.


MSS

sábado, 22 de janeiro de 2011

PORQUE SOMOS O MOVIMENTO SPORTING SEMPRE

A inesperada demissão do Presidente José Eduardo Bettencourt fez com que um grupo de sócios, inconformados com o “Estado a que isto chegou”, tenha decidido criar o Movimento SPORTING SEMPRE!
Somos maioritariamente de uma geração que cresceu e se formou, fomentando o seu sportinguismo nos longos dezoito anos em que o Clube não ganhou qualquer campeonato de futebol.
Ainda assim, nesses tempos, era normal que um jogo para o campeonato em Alvalade, já sem qualquer interesse competitivo, fosse presenciado por 30 mil pessoas.
Hoje, esses números são atingidos poucas vezes e tidos como “uma boa casa”.
A massa associativa do Sporting era considerada como a mais devota ao seu clube, apesar dos insucessos da equipa de futebol.
Com o chamado “Projecto Roquette iniciou-se um novo ciclo, com a criação da SAD, da Academia e do novo estádio.
Além das referidas realizações, alcançaram-se alguns títulos, mas o endividamento e a gestão desportiva e financeira dos ultimos anos fizeram com que a SAD esteja insolvente, o património delapidado, o plantel de futebol desvalorizado, o ecletismo - que faz do Sporting um dos clubes com mais títulos do mundo - em risco e, por fim, os sócios distantes.
O modelo de gestão dos últimos anos está, pois, esgotado e é preciso gente nova para dar um novo impulso ao Clube, tirando proveito do melhor que o clube tem, que são os seus sócios, atletas e adeptos.
Não estamos contra ninguém, respeitamos todos os possíveis candidatos e tendências.
Mais do que criticar o passado preocupa-nos o presente e queremos dar o nosso contributo para um melhor futuro.
VIVA O SPORTING!