terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

JANEIRO SEM VALOR ACRESCENTADO


No Mercado de Inverno, o Sporting não passou de uma frouxa ida a um supermercado de bairro. Grego no caso. Comprou (Cristiano) não a preço de saldo, mas a custo zero. Mesmo como algumas lojas de distribuição a aclamarem que ali no IVA não entra, em Alvalade o Valor Acrescentado parece também não entrar. Ou antes. Quem acrescenta valor tem guia de marchar para resolver noutras paragens.  
Liedson. Sete anos com leão ao peito, duas taças de Portugal, duas SuperTaças e eleito, por duas vezes, o melhor goleador no campeonato nacional. Em resumo, 313 jogos, 170 golos. Tudo somado dá, para o vazio directivo do Sporting, pouco mais de 2 M€. Uma saída pela porta da CMVM e não pela 10-A, onde deveria sair debaixo de aplausos e “obrigado.” E do supervisor ainda veio a notícia: após a consumação do negócio, as acções da Sporting SAD desvalorizaram 4,1%. 
Com a SAD em exercício de funções até 14 de Fevereiro (está mesmo?), a expectativa do último dia para reforçar o plantel cresceu com os nomes de Kléber e Djalma, jogadores do Marítimo. Mais uma vez, a montanha pariu um rato. E, em breve, iremos saber quem ficará com as duas jovens promessas ao colo. Helton, Paulo Assunção, Ruben Micael e muitos outros também foram apontados a Alvalade. Mas acabaram todos por rumar a Norte. 
Mesmo demissionária, a administração da SAD deveria dar a cara e explicar estes últimos negócios. Não o fez. A palavra veio pela boca do director-geral. Porque não há mais ninguém num clube sem rumo ou visão à vista.
No mercado interno, o poder de compra e de persuasão é nulo. No externo, os erros de casting acumulam-se. Resta-nos, por enquanto, a formação.  E é ai que aposta deverá incidir. Um alerta dado aos candidatos, pseudo-candidatos e à dinastia que se perfilha. Quem defender o contrário, continuará a seguir a lenta agonia da humilhação a que temos assistido. Porque a Lei do Mercado dita que o Sporting vá ao Supermercado comprar produto sem Valor Acrescentado.
MSS

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O PROJECTO OLÍMPICO DO SPORTING: PORQUE NÃO SOMOS SÓ UM CLUBE DE FUTEBOL


O futebol é a grande essência financeira e mediática do Sporting Clube de Portugal. Não tenhamos dúvidas. Mas somos igualmente a maior força desportiva nacional. Dúvidas aqui também não deverão existir. Porque somos. E a nível mundial, falando de títulos alcançados na soma de todas as modalidades praticadas, só mesmo o Barcelona está à nossa frente.
A exposição mediática e o retorno financeiro das diversas modalidades praticadas no universo leonino, no entanto, não chegam nem de perto, nem de longe às que tem origem na bola redonda. É normal. Gostamos essencialmente de futebol. Seja nos estádios, no sofá ou nos cafés. E por isso, é através deste canal que são injectados os milhões de euros – de patrocinadores e dos direitos de transmissão televisiva - necessários a esta estrutura desportiva. 
As receitas deste desporto planetário canalizam verbas para o ecletismo leonino que tanto nos orgulha. Trocado por outras palavras, o sucesso ou insucesso dos 25 jogadores de um plantel profissional decidem, em última instância, a sorte de centenas e centenas de atletas e treinadores que, ora recebendo ordenado ou bolsas olímpicas, acumulando com outras profissões, e, outros ainda estudantes, vestem a camisola do Sporting Clube de Portugal nas mais diversas modalidades. Uns por puro prazer, outros por amor, e outros, sejamos honestos, porque recebem.
Os Jogos Olímpicos Londres 2012 são já ao virar da próxima página. O Sporting Clube de Portugal arrisca-se a ser o clube mais representado nesta competição olímpica. Como tem sido em todo o seu historial. Naide Gomes, Francis Obikwelu, no atletismo, João Silva, Triatlo e João Pina, Judo, são um claro exemplo de atletas com condições para lutar por medalhas.
Esses atletas vivem, naturalmente, da sponsorização e/ou das verbas do projecto olímpico, uma bolsa de apoio à preparação, tendo como objectivo uma representação de excelência nas olimpíadas. Falando somente sobre os patrocinadores, é sabido que gostam de ver quem apoiam aparecer nos media. É daí, em grande parte, que advém o retorno do investimento feito (ROI).
As perguntas que têm de ser feitas são: O que fez até à data o clube pela “promoção” dos seus atletas e do ideal olímpico do Sporting Clube de Portugal? Que contratos publicitários foram angariados e celebrados para ajudar esses mesmos atletas? Que estratégia foi ou está a ser pensada para “promover” os nossos atletas, que embora estejam a representar o nosso país, são a face mais visível do nosso ecletismo?
E só de pensar que um Simana Pongolle (que custou 6 milhões de euros) pagaria, no mínimo, 6 projectos olímpicos.
 MSS

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

DECLARAÇÕES INFELIZES

A poucas horas de um difícil jogo contra o Marítimo, Paulo Sérgio vem dizer que a crise afecta o balneário.

A mensagem para fora e, principalmente para dentro, deveria ser que o Sporting tem uma estrutura profissional a funcionar e a equipa de futebol é composta por profissionais experientes, pelo que estão todos concentrados nos jogos e não se vão deixar afectar pela demissão dos órgãos sociais.

Mais uma vez o profissionalismo que devia nortear o departamento de futebol e uma política de comunicação eficaz, interna e externa, em prol da equipa e do clube, parecem estar ausentes, o que não deixa de ser lamentável.


MSS

sábado, 22 de janeiro de 2011

PORQUE SOMOS O MOVIMENTO SPORTING SEMPRE

A inesperada demissão do Presidente José Eduardo Bettencourt fez com que um grupo de sócios, inconformados com o “Estado a que isto chegou”, tenha decidido criar o Movimento SPORTING SEMPRE!
Somos maioritariamente de uma geração que cresceu e se formou, fomentando o seu sportinguismo nos longos dezoito anos em que o Clube não ganhou qualquer campeonato de futebol.
Ainda assim, nesses tempos, era normal que um jogo para o campeonato em Alvalade, já sem qualquer interesse competitivo, fosse presenciado por 30 mil pessoas.
Hoje, esses números são atingidos poucas vezes e tidos como “uma boa casa”.
A massa associativa do Sporting era considerada como a mais devota ao seu clube, apesar dos insucessos da equipa de futebol.
Com o chamado “Projecto Roquette iniciou-se um novo ciclo, com a criação da SAD, da Academia e do novo estádio.
Além das referidas realizações, alcançaram-se alguns títulos, mas o endividamento e a gestão desportiva e financeira dos ultimos anos fizeram com que a SAD esteja insolvente, o património delapidado, o plantel de futebol desvalorizado, o ecletismo - que faz do Sporting um dos clubes com mais títulos do mundo - em risco e, por fim, os sócios distantes.
O modelo de gestão dos últimos anos está, pois, esgotado e é preciso gente nova para dar um novo impulso ao Clube, tirando proveito do melhor que o clube tem, que são os seus sócios, atletas e adeptos.
Não estamos contra ninguém, respeitamos todos os possíveis candidatos e tendências.
Mais do que criticar o passado preocupa-nos o presente e queremos dar o nosso contributo para um melhor futuro.
VIVA O SPORTING!